Impacto sobre a capacidade funcional e cognitiva em idosos após um ano de institucionalização

Murilo Rezende Oliveira, Vanessa de Mello Konzen, Tania Cristina Malezan Fleig, Luis Ulisses Signori

Resumo


Objetivo: Acompanhar por um ano as modificações da capacidade funcional e cognitiva de idosos institucionalizados. Métodos: A pesquisa se caracteriza em coorte prospectivo, compreendendo uma amostra de 41 idosos institucionalizados, com idade de 80,0 ±10,6 anos, sendo 32 (78,8%) do sexo feminino. As coletas de dados foram realizadas em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos, na cidade de Cachoeira do Sul/RS. O período de coleta de dados foi entre janeiro de 2016 e fevereiro de 2017. A capacidade cognitiva foi avaliada pelo teste de cognição Mini-Exame de Estado Mental (MEEM) e a capacidade funcional pela Medida de Independência Funcional (MIF). Resultados: Durante o período de um ano, a capacidade funcional reduziu 7,6% (p = 0,003) e a capacidade cognitiva reduziu 6,7% (p = 0,001). A correlação entre as capacidades funcional e cognitiva no ano de 2016 e 2017 foram respectivamente de r = 0,478 e r = 0,505. A regressão linear demonstrou que durante o período a capacidade funcional influenciou em 25% (r² = 0,247) na capacidade cognitiva e que para cada 1 ponto da MIF, diminui 0,1 ponto do MEEM (p = 0,001). Conclusão: Durante o período de um ano, observou-se a redução das capacidades funcional e cognitiva de idosos institucionalizados.

Palavras-chave: idoso, instituição de longa permanência para idosos, cognição, saúde do idoso institucionalizado.


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DOI: http://dx.doi.org/10.33233/fb.v20i2.2792

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