Protocolo de extubação: teste do cartão branco como importante preditor de falha em unidade de terapia intensiva

Barbara Diniz Faria, Ana Paula Azeredo Teixeira, Isabella Diniz Faria

Resumo


Introdução: O desmame da ventilação mecânica e consequente sucesso da retirada do tubo endotraqueal (extubação) depende da qualidade da avaliação clínica e dos protocolos clínicos adotados. Objetivo: Traçar o perfil do processo de extubação em um serviço de terapia intensiva de um hospital público e os principais fatores de risco associados à falência da extubação. Métodos: Estudo quali-quantitativo, observacional analítico, retrospectivo, com análise documental de dados de 81 protocolos de avaliação da extubação, período de junho de 2015 a dezembro de 2016. Realizou-se análise estatística dos dados por meio da técnica de regressão logística e testes complementares a esse modelo. Resultados: A taxa de falência da extubação apresentada para o hospital foi de 34% no período avaliado. As variáveis de significância estatística para o desfecho “sucesso ou insucesso da extubação” foram “teste do cartão branco”, que avalia a efetividade da tosse e “presença de aminas”, que tem correlação com a estabilidade hemodinâmica do indivíduo. Conclusão: A análise dos protocolos demonstrou que a taxa de falência da extubação do hospital em estudo apresentou valores dentro das médias encontradas na literatura. As variáveis “teste do cartão branco” e “presença de aminas” demonstraram ser importantes preditores para o sucesso da extubação.

Palavras-chave: protocolos clínicos, extubação, desmame, ventilação mecânica.


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DOI: http://dx.doi.org/10.33233/fb.v20i2.2329

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