Risco de quedas e fatores associados: comparação entre idosos longevos e não-longevos

Guilherme Tavares de Arruda, Áureo Júnior Weschenfelder, Cyntia Scher Strelow, Michele Adriane Froelich, Hedioneia Maria Foletto Pivetta, Melissa Medeiros Braz

Resumo


O objetivo deste estudo foi comparar o risco de quedas e os fatores associados em idosos longevos e não-longevos. Trata-se de um estudo do tipo observacional, quantitativo e de caráter transversal, realizado com 32 idosos, de ambos os sexos, divididos em dois grupos: não-longevos e longevos. Para avaliar o risco de quedas, foi utilizado o questionário Fall Risk Score de Downton e, caso o idoso relatasse alguma queda sofrida nos últimos 12 meses, eram questionados os fatores extrínsecos e intrínsecos da queda. Para a análise estatística, utilizaram-se o teste de normalidade de Shapiro-Wilk, teste t de Student e Teste U de Mann-Whitney; e nível de significância p ≤ 0,05. Ambos os grupos apresentaram alto risco de quedas, sendo significativos o uso de antidepressivos (p = 0,043), com predomínio de uso entre os idosos longevos, e o fator “dificuldade para caminhar” (p = 0,035), mais prevalente entre os idosos não-longevos. Ressalta-se, assim, a importância do cuidado com essa população, visando à prevenção de quedas, por meio da identificação do risco de quedas e de seus fatores associados, pelos profissionais de saúde.

Palavras-chave: idoso, idosos de 80 anos ou mais, acidente por quedas.


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DOI: http://dx.doi.org/10.33233/fb.v20i2.2279

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