Queda e medo de morrer em idosos residentes na comunidade

Lucinelia Matias Santos, Kleyton Trindade Santos, Leonardo da Silva Lima, Karla Cavalcante Silva de Morais, Luciana araujo dos Reis, Andressa Porto Dutra

Resumo


O envelhecimento populacional torna-se um fenômeno mundial, ocorrendo em larga escala, fazendo com que seja necessária atenção com os cuidados a saúde dos idosos, proporcionando um prolongamento com a qualidade. O objetivo é verificar a associação entre queda e medo de morrer em idosos residentes em comunidades. Trata-se de um estudo transversal, descritivo e analítico, de caráter quantitativo, realizado com 44 idosos cadastrados em uma Unidade Básica de Saúde, no município de Vitória da Conquista/BA. Foi aplicado um questionário sociodemográfico, acrescido da escala Fall risk score de Downton para a avaliação do risco e prevalência de quedas e do Whoqol- Old para avaliar o tema “medo de morrer”. Os dados foram tabulados no programa estatístico SPSS 21.0, sendo calculadas as frequências relativas e absolutas de todas as variáveis de interesse. Em relação à ocorrência de quedas constatou-se que a prevalência foi de 15,9%. Ao observar o domínio Morte ou morrer do Whoqol-Old notou-se que os idosos caidores apresentaram-se com score médio inferior (19,64) aos idosos que não sofreram quedas (29,68). Conclui-se que a ocorrência de queda gera um aumento do medo da morte entre os idosos, levando a redução da sua independência, autonomia e consequentemente a qualidade de vida.

Palavras-chave: envelhecimento, queda, morte.

 


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DOI: http://dx.doi.org/10.33233/fb.v21i3.1337

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