Percepções de enfermeiros sobre as relações interpessoais no cuidado de enfermagem ambulatorial

Raquel de Oliveira Martins Fernandes, Edith Monteiro de Oliveira, Anna Karla Nascimento Lima, Louise Cândido Souza, Laércio Deleon de Melo, Thelma Spindola, Denise Barbosa de Castro Friedrich

Resumo


Introdução: As relações interpessoais, por meio da ampliação do diálogo e da promoção da gestão participativa, configuram-se como competência fundamental ao cuidado e ao fortalecimento da humanização na assistência ambulatorial. Objetivo: Compreender as percepções de enfermeiros sobre as relações interpessoais no cuidado de enfermagem ambulatorial. Métodos: Investigação descritiva de abordagem qualitativa, delineada sob a ótica da hermenêutica dialética. Participaram 12 enfermeiros atuantes em duas Unidades de Pronto Atendimento, tendo sido a entrevista estruturada realizada no mês de setembro de 2016, com duração de ± 00:30:00 minutos. A análise de dados foi realizada segundo as etapas da hermenêutica dialética. Atenderam-se todos os aspectos ético-legais em pesquisa conforme legislação (inter)nacional. Resultados: Foram identificados três núcleos de sentido: relações interpessoais no trabalho em equipe multiprofissional de saúde; relações interpessoais x cuidado de enfermagem; sentimentos dos usuários, julgamentos conflitantes e o cuidado de enfermagem. Conclusão: A cooperação como ferramenta das relações interpessoais pode contribuir para diminuir a insatisfação dos usuários, bem como limitar os conflitos da prática médica hegemônica que impacta negativamente o cuidado do enfermeiro ao usuário. Sugere-se a realização de novas investigações com enfoque intervencionista, a exemplo das atividades de educação permanente em saúde.

Palavras-chave: cuidados de enfermagem, assistência ambulatorial, relações interpessoais.


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DOI: http://dx.doi.org/10.33233/eb.v19i4.3992

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