Percepção dos graduandos de enfermagem sobre práticas simuladas em emergência

Larissa Becker de Godoy, Sofia Mello Morais, Rogerio Silva Lima, Roberta Garcia Gomes, Roberta Seron Sanches, Ingrid Fernanda de Oliveira, Silvana Maria Coelho Leite Fava

Resumo


Introdução: As metodologias ativas de ensino, dentre as quais a simulação, podem contribuir para a formação de profissionais competentes. Objetivo: Analisar a percepção dos acadêmicos de enfermagem de uma universidade pública do sul de Minas Gerais sobre as atividades práticas simuladas em casos clínicos de emergência. Métodos: Trata-se de um estudo qualitativo, exploratório e analítico. Foi desenvolvido com discentes do curso de enfermagem que tiveram a simulação como método avaliativo. Os dados foram coletados por entrevistas com roteiro semiestruturado e para organização e análise dos dados utilizou-se a Análise Temática. Resultados: Da análise temática foi possível construir um tema central - percepção dos estudantes de enfermagem: uma visão ambígua e os subtemas: aspectos positivos da simulação, aspectos negativos da simulação, e contexto da simulação: críticas ao método e currículo. Apreende-se que a percepção dos alunos de enfermagem sobre a simulação é ambígua. Pode oportunizar o desenvolvimento de competências para as emergências, por outro, pode causar ansiedade, medo, insegurança, o que pode dificultar o aprendizado. Conclusão: A simulação no ensino de enfermagem pode contribuir no processo de formação do profissional, na melhoria do aprendizado e na qualidade do cuidado, e relaciona-se ao modo como ela se insere no projeto de curso.

Palavras-chave: enfermagem, educação, simulação, emergências.


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DOI: http://dx.doi.org/10.33233/eb.v19i2.3083

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